DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA DMITRY MEDVEDEV EM RELAÇÃO A CONCLUSÃO DE UM NOVO ACORDO COM OS EUA PARA SUBSTITUIR O TRATADO SOBRE A REDUÇÃO DAS ARMAS ESTRATÉGICAS

No dia 5 de dezembro deste ano expira o Tratado sobre a Redução de Armas Estratégicas - START. Custa superestimar o significado desse documento na manutenção da paz e estabilidade internacional. Ele desempenhou o papel histórico na manutenção da estabilidade e segurança estratégica, na redução dos arsenais das armas estratégicas ofensivas. Como resultado da realização dele o mundo ficou mais seguro.

Hoje enfrentamos uma necessidade insistente de avançar pelo caminho de desarmamento nuclear. A Rússia é plenamente fiel ao objetivo de chegar ao mundo livre dessa arma mais mortal, de acordo com os seus compromissos resultados do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.

Ainda em 2005, sugerimos aos Estados Unidos a celebração de um novo entendimento para substituir o START. Ele poderia se basear em tudo melhor, que funciona com eficácia no presente Tratado e ao mesmo tempo refletir as realidades estratégicas contemporâneas.

Tomando esta decisão levamos em conta inclusive o fato de que os limites determinados pelo START foram atingidos ainda em 2001. Hoje em dia, a disponível quantidade de vetores estratégicos e ogivas a eles atribuídas é visivelmente menor. Assim sendo, o START não só deixou de dissuadir a Rússia e os EUA na área nuclear e de mísseis, mas de fato permite aumentar a quantidade das armas estratégicas ofensivas.

A nossa abordagem a tal acordo consiste no seguinte. O futuro entendimento deve ser juridicamente obrigatório. Não é de menor importância que o documento seja orientado para a perspectiva e não limite apenas as ogivas, mas também os vetores estratégicos - mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos de submarinos e bombardeiros pesados.

Consideramos indispensável também excluir a possibilidade de colocação das armas estratégicas ofensivas fora do território nacional.

Saliento - a Rússia está aberta para o diálogo e pronta para as negociaçotilde;es com a nova administração dos Estados Unidos. Compartilho plenamente a fidelidade do Presidente Barack Obama ao nobre objetivo de livrar o mundo de ameaça nuclear e vejo isso como um campo benéfico para o trabalho conjunto.

Acredito que a interação construtiva nessa direção contribuirá para o saneamento geral das relações russo-americanas.

« back